IMÓVEIS




3 erros comuns na hora de comprar um imóvel

Saiba o que você deve fazer para realizar uma compra segura e sem prejuízo financeiro



Olá meu amigo leitor, o texto dessa semana é sobre um assunto muito importante: compra de imóvel, inclusive porque adquirir a casa própria é um sonho da maior parte dos brasileiros. Conheça aqui os 3 erros mais comuns na hora de realizar esta operação e saiba como realizar um ótimo negócio para você e sua família.

1º erro: negociar sem assessoria jurídica especializada

Infelizmente é comum muitas pessoas negociarem a compra de um imóvel sem terem o respaldo de um profissional especializado no assunto. Geralmente, quem age assim acredita que consegue viabilizar sozinho os trâmites do negócio ou então delega para alguém com tempo livre mas sem o conhecimento adequado.

Há ainda as pessoas que encaram a contratação de uma assessoria jurídica como se fosse uma despesa e aí partem para uma aventura na tentativa de reduzir custos. Na verdade a consultoria especializada, feita por um profissional realmente competente, precisa ser vista como um investimento, que agregará solidez e confiança ao negócio.

A assessoria vai cuidar de todos os fundamentos jurídicos, técnicos, financeiros e operacionais que o comprador precisa para poder fazer um bom negócio ou então irá alertá-lo dos riscos que pode estar correndo caso não seja recomendável seguir adiante naquele caso.

É aquela história: “quem acha que o conhecimento especializado custa muito caro, que experimente contratar qualquer um...”. Pode ter certeza, uma boa assessoria resolve muitos problemas e entrega o que é preciso: segurança e tranquilidade para que o investimento seja bem feito.

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2º erro: não realizar o “due diligence” sobre o imóvel

Antes que você desista de ler o resto do texto porque achou muita estranha essa palavra, deixa eu te explicar o que é. “Due diligence” é uma expressão inglesa que significa as “diligências necessárias”, ou seja, quais são as medidas que o interessado precisa tomar durante a negociação imobiliária.

Simplificando ainda mais: é um serviço, prestado por especialista, que irá analisar e preparar toda a documentação do imóvel, buscando a maior segurança jurídica para o comprador, através de um parecer.

E apesar de parte deste serviço já constar, muitas vezes, do trabalho do corretor de imóveis (inclusive por obrigação legal: artigo 723 do Código Civil de 2002 e artigo 20 da Lei 6.530/1978, dentre outras), a “due diligence” vai mais a fundo, pesquisando questões jurídicas, administrativas e tributárias ligadas ao imóvel, por exemplo.

Veja alguns exemplos de diligências: pesquisa judicial para descobrir se o imóvel é objeto de algum litígio; busca em cartório sobre penhora (inclusive não averbada) ou qualquer outro impedimento/gravame; verificação de regularidade tributária perante órgãos municipais, estaduais e federais; averiguação da existência de dívidas e cobranças de antigos proprietários (inclusive serviços públicos ligados ao imóvel e previdenciárias).

Há uma infinidade de situações que podem interferir no fechamento de um bom negócio, algumas mais comuns e outras mais complexas, e todas elas precisam ser analisadas e ponderadas previamente, evitando dores de cabeça e prejuízo financeiro.

3º erro: não planejar financeiramente

Comprar um imóvel é uma ocasião muito particular, muitas vezes única na vida da maior parte das pessoas. Mas, ainda assim, é incrível o número de pessoas que não se preparam financeiramente de forma adequada para isso.

Pior do que isso, é que muitas pessoas dedicam toda a poupança de uma longa vida para a realização de um único objetivo, sem se resguardar para as demais situações que podem acontecer.

E o resultado disso é, obviamente, a criação de um problema muito mais grave: surgem as dívidas, o desequilíbrio financeiro e o desgaste até emocional que tudo isso acarreta, não só individualmente, mas para toda família em muitos casos.

Geralmente, especialistas da área econômica indicam que é preciso poupar pelo menos 30% de tudo aquilo que se ganha, de preferência reinvestindo esse montante.

Então, é preciso ter o cuidado de guardar uma boa quantia em dinheiro para viabilizar a compra de um imóvel, caso contrário será preciso se aventurar em financiamentos (pagando valores altíssimos, muitas vezes o dobro) ou em consórcios (que também elevam o custo) ou outros tipos de empréstimos, todos eles com altos juros e inúmeras taxas.

Agora que você está bem informado...

...nunca mais você irá negociar a compra de um imóvel sem prestar bastante atenção nos erros que apontei neste texto. Tome estes cuidados e garanto que a sua experiência será muito mais segura, tranquila e vantajosa!

Depois, falaremos sobre quem está do outro lado da mesa: o vendedor, com todos os cuidados que ele também precisa ter para fazer uma boa venda de seu imóvel!

Espero que esse artigo tenha tirado todas as suas dúvidas sobre esse assunto. Mas se você ainda está com dúvida em algum aspecto, nos envie uma mensagem e assim poderemos te orientar da melhor forma.

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Um abraço e até a próxima!

Macel Guimarães
Advogado
OAB/MG 131.717

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